Humberto Amorim - Ilusão Perdida (Melchior Cortez)

Esta é a segunda obra do pioneiro compositor de violão Melchior Cortez (1882-1947), que foi salva pelo pesquisador e violonista Humberto Amorim e cujo registro em vídeo é lançado pelo Acervo Digital do Violão Brasileiro. Amorim afirma que Melchior Cortez dedicou “Ilusão Perdida (Elegia)” ao amigo Monteiro Diniz - ativo professor de música e animador cultural do período. Humbertou garimpou a partitura da obra no Acervo da Divisão de Música (DIMAS) da Fundação Biblioteca Nacional (FBN) durante o período em que ele fez pesquisa-residência na instituição.
Esta série de vídeos é um oferecimento do Estúdio Muzak e da NIG Music. 

À época da publicação, Melchior tinha entre 28 e 29 anos e estava no início de sua atividade editorial e assinava artisticamente com o nome intermediário abreviado: Melchior P. [Pinto] Cortez.

Humberto Amorim destaca que “Ilusão Perdida” apresenta pelo menos três recursos idiomáticos surpreendentes para a produção brasileira violonística do período. “A primeira delas é a sequência de ligados que se movimentam em sentido vertical, horizontal e oblíquo pelo braço do violão. O segundo aspectos é a repetição de uma mesma nota em 3 oitavas que vai progressivamente se distanciando da base em movimentos paralelos. Há também os paralelismos horizontais, recurso que ocorre quando uma determinada forma (seja bicorde, oitava paralela ou acorde) se translada no braço do violão mantendo a sua estrutura”, analisa.

Para o pesquisador, Já no início do século XX, Cortez projetava sobre o instrumento uma identidade de escrita que partia de seu próprio idiomatismo, usando alguns dos elementos que depois seriam potencializados na obra de Villa-Lobos, por exemplo”, resume. Esta série de vídeos é um oferecimento do Estúdio Muzak e da NIG Music. O clipe foi produzido por Humberto Amorim, com filmagem, edição e áudio de Waldir Junior e Thiago Faria (Estúdio Faria & Friends).

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