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Radamés Gnattali

Nascimento: 27/01/1906

Falecimento: 03/02/1988

Natural de: Porto Alegre (RS)

A obra para violão de Radamés Gnattali se insere em um período que percorre mais de quatro décadas em sua vasta produção, somando mais de 30 títulos entre peças solo, música de câmara e concertos com orquestra.
Radamés Gnattali

Imagens

Discografia

Bibliografia

Por Luciano Lima

Primeiro filho do casal Alexandre Gnattali e Adélia Fossati, Radamés Gnattali nasceu no dia 27 de janeiro de 1906, em Porto Alegre. Começou a estudar piano com sua mãe e, mais tarde, teve aulas de violino com sua prima, Olga Fossati. Aos 14 anos, ingressou no Conservatório de Música do Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, seguindo os estudos de piano sob a orientação de Guilherme Fontainha. No dia 31 de julho de 1924, Gnattali teve sua estreia como pianista no Rio de Janeiro, no Instituto Nacional de Música. O recital obteve ótimas críticas e seu sucesso fortalecia sua determinação para tornar-se um concertista.

Nessa época, conheceu Ernesto Nazareth ao ouvi-lo tocar no Cinema Odeon. Mesmo seguindo o programa de estudos no Conservatório, Radamés esteve envolvido com a música popular desde cedo participando de serestas, blocos carnavalescos, tocando para fitas de cinema mudo no Cine Colombo e na Ideal Jazz Band da Confeitaria Colombo, em Porto Alegre. As experiências com a música popular certamente exerceram uma forte influência em sua identidade musical, algo que pode ser observado desde suas primeiras composições como o samba Malandro ou o Batuque,  ambas escritas para piano na década de 1920. 

Além de atuar como pianista, integrou também o Quarteto Henrique Oswald como violista. No jornal A Federação de 1º de dezembro de 1927, a Rádio Sociedade Gaúcha divulgou a programação transmitida naquele dia: a primeira parte incluía peças de Grieg, Ambrozio e Chopin com Olga Fossati ao violino acompanhada por Gnattali ao piano. Na sequência, Gnattali apresentou duas peças de sua autoria (Batuque e Charleston) e três outras de Ernesto Nazareth (Ouro Sobre Azul, Expansiva e Sarambeque).

Entre 1925 e 1930, Gnattali recebeu as melhores críticas que os jornais brasileiros podiam lhe conceder, sendo favoravelmente comparado aos pianistas europeus daquele período. Em 1927, realizou pela Odeon suas primeiras gravações acompanhando o violinista Anselmo Zlatopolsky. Poucos anos depois, teve uma obra sua gravada pela primeira vez, Canto de Violino, em um disco do violinista Romeu Ghipsman lançado em janeiro de 1930. Em outubro de 1929, Radamés retornou ao Rio de Janeiro para executar o Concerto para Piano e Orquestra n.1, de Tchaikovsky, no Theatro Municipal sob a regência de Arnold Gluckmann. No dia 17 de setembro de 1930, apresentou duas composições suas para piano, Prelúdio n.2 (Paisagem) e Prelúdio n.3 (Cigarra), no Teatro São Pedro, em Porto Alegre.

Rio de Janeiro

Gnattali mudou-se para o Rio de Janeiro em 1931 com o intuito de prestar concurso para professor no Instituto Nacional de Música. Enquanto se preparava para a prova, participou como compositor do “4º Concerto da Série Oficial de 1931” do Instituto Nacional de Música, ao lado de Luciano Gallet, Heitor Villa-Lobos, Lorenzo Fernândez, Luiz Cosme e Camargo Guarnieri. Porém, o ano chegou ao fim e não houve o concurso. O presidente Getúlio Vargas nomeou outras pessoas para os cargos e Gnattali teve que enfrentar as dificuldades impostas pela mudança de planos. Passou a tocar em bailes, estações de rádio e, na gravadora Victor, integrou como pianista as orquestras Típica Victor, Diabos do Céu e Velha Guarda. 

Começou a atuar como arranjador na Casa Vieira Machado e sua reputação logo se estabeleceu no meio musical. Em 1932, casou-se com Vera Bieri, que havia conhecido oito anos antes ainda no Rio Grande do Sul. No mercado da música popular, Radamés usava o pseudônimo Vero (masculino de Vera, sua esposa), uma estratégia comum entre os compositores naquela época para preservar a imagem no meio da música de concerto. Como Vero, teve algumas músicas lançadas em 1933, todas gravadas pela Orquestra Típica Victor: a mazurca Gosto de Chimarrão (escrita em parceria com Josué Barros); as valsas Vibrações d’Alma e Saudosa; e a polca choro Conversa Fiada.

Em 1933, escreveu a trilha sonora do filme Ganga Bruta, de Humberto Mauro, dando início a uma atividade que se estendeu até 1983, com o filme Perdoa-me por me Traíres, dirigido por Braz Chediak. Neste período de 50 anos, Gnattali compôs trilhas para um total de 56 filmes.

Em 1934, teve duas peças gravadas pelo clarinetista e saxofonista Luiz Americano, o choro Serenata no Joá e a valsa Vilma, mas tendo seu nome e não o pseudônimo como autor. Apesar do grande volume de trabalho com arranjos e gravações, Gnattali sempre manteve a produção de música de concerto: Acalanto para Orquestra de Câmara; Trio nº 1 para Violino, Violoncelo e Piano (ambas de 1932); Concerto para Violino e Piano com Quarteto de Cordas (1933); Concerto n.1 para Piano e Orquestra (1934), que foi estreado pelo próprio compositor como solista no Theatro Municipal do Rio de Janeiro; entre outras obras.

Um milhão de melodias

Em 1936, foi inaugurada a PRE-8 (Sociedade Rádio Nacional) e Gnattali foi contratado pela emissora. Neste mesmo ano nasceu o primeiro filho de Radamés e Vera, Alexandre. Em 1940, nasceu a caçula do casal, Roberta. A Rádio Nacional se estabelecia como a emissora mais importante do país e, em março de 1943, estreou o programa “Um Milhão de Melodias”, com direção musical de Gnattali e uma orquestra por ele idealizada que deu uma nova sonoridade à música brasileira.

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Para Gnattali era fundamental que uma orquestra brasileira tivesse uma base e, não só a teve, como escalou o melhor time possível: Garoto, José Menezes e Bola Sete alternando nos violões e cavaquinho; Pedro Vidal no contrabaixo; Luciano Perrone na bateria; Bide, Marçal, Heitor dos Prazeres e João da Baiana na percussão; e Chiquinho no acordeom. A orquestra contava ainda com o naipe de cordas de arco, flautas, oboé, clarinete, fagote, saxofones, trompetes, trombones e uma harpa. “Um Milhão de Melodias” permaneceu no ar durante treze anos e, durante este período, Gnattali escrevia cerca de nove arranjos por semana.

Em novembro de 1945, foi membro fundador da Academia Brasileira de Música e teve a sua Brasiliana nº 1 apresentada em Londres pela Orquestra Sinfônica da BBC. A partir de 1949, Gnattali foi contratado pela gravadora Continental na qual formou o Quarteto Continental com José Menezes (violão e guitarra), Pedro Vidal (contrabaixo) e Luciano Perrone (bateria). Este grupo seria a base do Sexteto Radamés formado em meados dos anos 1950 ao qual juntaram-se Chiquinho (acordeom) e a irmã de Radamés, Aída (piano).

Na década de 1950, Gnattali compôs seus três primeiros concertos para violão e, em 1956, teve a Sinfonia Popular nº 1 estreada no Theatro Municipal de São Paulo (sendo apresentada em seguida no Municipal do Rio de Janeiro). Em 1960, o Sexteto Radamés realizou uma turnê na Europa, com apresentações em Portugal, na França, Inglaterra, Alemanha e Itália.

Sinfonias e concertos

Gnattali deixou a Rádio Nacional, que começava a entrar em declínio, e foi trabalhar na TV Excelsior, em 1963. No início de 1964, Jacob do Bandolim gravou a suíte Retratos, uma das obras mais conhecidas de Radamés. Em seguida, Gnattali voltava às salas de concerto em duo com seu amigo, o violoncelista Iberê Gomes Grosso, tocando em Berlim, Roma, Tel-Aviv e Jerusalém. Em 1965, faleceu sua esposa Vera. Neste ano, o Concerto Carioca nº 1 foi apresentado no Theatro Municipal do Rio de Janeiro em comemoração ao 4º centenário da cidade. Em 1966, conheceu Nelly Martins com quem se casou em 1978. Em 1968, Radamés foi contratado pela Rede Globo, dando sequência às atividades como maestro e arranjador.

A produção de música de concerto continuava intensa. Dentre as obras que escreveu em 1969 destacam-se: Concerto nº 3 para Violino e Orquestra, duas sinfonias (Sinfonia Popular nº 2 e nº3), além de uma de suas peças mais tocadas, a Sonata para Violoncelo e Violão. O final da década de 1970 marca o surgimento da Camerata Carioca, grupo formado em 1979 a partir de uma nova versão de Retratos, com Joel Nascimento (bandolim), Raphael Rabello (violão de 7 cordas), Maurício Carrilho (violão de 6 cordas), João Pedro Borges (violão de 6 cordas), Luciana Rabello (cavaquinho) e Celso Silva (percussão). Posteriormente, os irmãos Raphael e Luciana deram lugar a Luiz Otávio Braga (violão de 7 cordas) e Henrique Cazes (cavaquinho), respectivamente, e no lugar de Celso entrou o percussionista Beto Cazes.

O envolvimento com a Camerata Carioca renovou o ânimo de Radamés para a realização de novos arranjos, discos e concertos. Em 1983, Gnattali recebeu o “Prêmio Shell para a Música Brasileira” em uma cerimônia realizada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Nesta ocasião, foram apresentadas as seguintes obras: Sinfonia Popular nº 1, Concerto Romântico para Piano e Orquestra, tendo o compositor como solista, além da estreia de dois novos arranjos, o Concerto para Dois Violões, Orquestra de Cordas, Flauta e Tímpanos (versão para duo do Concertino n.3 para violão solo, de 1956), com Sérgio e Odair Assad como solistas, e o Concerto Seresteiro nº 3 para Piano, Conjunto Regional e Orquestra (do original para piano e orquestra de 1961-1962), com o compositor ao piano e a participação da Camerata Carioca.

Neste mesmo ano, Gnattali compôs entre outras obras a Brasiliana nº 13 e a Sinfonia Popular nº 5. Em 1985, escreveu o Concerto para Bandolim e Orquestra de Cordas (dedicado a Joel Nascimento) e a Pequena Suíte para violão solo (dedicada a Turíbio Santos) que, de acordo com seu catálogo de obras de concerto, foi provavelmente sua última composição. Em 1986, Gnattali sofreu um AVC do qual conseguiu se recuperar, mas no final do ano foi acometido de um segundo acidente vascular mais severo. Radamés Gnattali faleceu no dia 3 de fevereiro de 1988, no Rio de Janeiro.

Obra para violão

A obra para violão de Radamés Gnattali se insere em um período que percorre mais de quatro décadas em sua vasta produção, somando mais de 30 títulos entre peças solo, música de câmara e concertos com orquestra. Já na década de 1930 podemos constatar a presença do violão em composições de Gnattali. No entanto, com a função de instrumento acompanhador em um repertório mais popular, como nas gravações com a Orquestra Típica Victor (da qual fazia parte o violonista Rogério Guimarães). Infelizmente, essas partituras não existem mais e não há como saber de que forma as partes de violão foram escritas.

No âmbito da música de concerto, como um instrumento solista, o violão surge pela primeira vez na produção de Gnattali em 1944 na obra camerística Serestas nº 1 para Flauta, Violão e Quarteto de Cordas. A linguagem musical aqui é bastante densa, diferente do estilo que Gnattali depois desenvolveria, e, considerando o cenário do violão solista brasileiro da época, é difícil imaginar um intérprete que tivesse as qualidades necessárias para executar uma obra como esta.

Em um recorte de jornal de 1944 arquivado no acervo do compositor, há uma matéria intitulada “Uma conversa com Radamés”, assinada por Paulo Antônio, que menciona Garoto como o violonista escalado para tocar Serestas. Não há registro de que esta estreia tenha acontecido, mas o fato é que o início da produção de Gnattali para violão coincide com sua convivência com Aníbal Augusto Sardinha, o Garoto (1915-1955).

Com relação às composições originais para violão solo, seu catálogo inclui as seguintes peças: Tocata em Ritmo de Samba n.1 (1950); Dança Brasileira (1958); Dez Estudos (1967); Tocata em Ritmo de Samba n.2 (1981); Brasiliana n.13 (1983) e Pequena Suíte (1985).

Dois choros, porém, merecem atenção pelo fato de terem sido suas primeiras peças tocadas ao violão, Alma Brasileira e Saudade. Estas peças não foram originalmente escritas ou arranjadas para violão pelo compositor, mas transcritas pelos violonistas Yvonne Rebello e Garoto, anos antes da primeira composição de Gnattali para violão solo, a Tocata em Ritmo de Samba (1950). Parte do conteúdo a seguir sobre estes dois choros consta no artigo Yvonne Rebello e Garoto: o Violão na Música de Radamés Gnattali antes da Tocata em Ritmo de Samba, de Luciano Lima, publicado na Revista Vórtex.

Alma Brasileira

Originalmente escrito para piano solo em 1930, este choro foi arranjado pelo próprio compositor para diferentes formações. No acervo de Gnattali, além da partitura para piano, encontram-se duas outras versões: piano e orquestra de cordas (1935) e para a Camerata Carioca com piano (década de 1980). Nenhuma destas versões chegou a ser gravada comercialmente, mas um outro arranjo, para piano e orquestra, foi gravado pela Orquestra Odeon no dia 16 de maio de 1938 e lançado em junho de 1939 (disco Odeon número 11.732).

No acervo do pesquisador Jorge Mello há um documento com o seguinte conteúdo: “Autoriso (sic.) o Sr. Angelo Del Vechio (sic.) a editar as transcrições para violão de Anibal Augusto Sardinha (Garôto) das músicas de minha autoria denominadas: Saudade e Alma Brasileira. Rio de Janeiro, 30 de janeiro de 1946. Radamés Gnattali (assinado pelo compositor)”. Esta autorização é importante porque o compositor reconhece o vínculo destas peças com o violão antes da Tocata em Ritmo de Samba e, também, porque documenta Garoto como autor das transcrições.

Infelizmente ainda não foi possível localizar as partituras. Além deste documento, os únicos registros associando Garoto a estes choros são duas gravações: uma de Saudade ao violão solo e outra de Alma Brasileira ao violão tenor com acompanhamento de violão. Analisando estas informações em conjunto com outras fontes, podemos concluir que a primeira peça solo de Gnattali tocada ao violão foi Alma Brasileira (a não ser que surjam novas evidências), porém, não a transcrição de Garoto, mas sim uma outra realizada ainda na década de 1930.

Na segunda metade de 1939, a violonista, compositora e cantora Yvonne Rebello fez um arranjo de Alma Brasileira para violão solo tendo como base a gravação da Orquestra Odeon. Embora não se trate de uma composição original para o instrumento, este arranjo é relevante porque, até o momento, é o primeiro registro de uma peça de Gnattali pensada para violão solo.  

Mas a relação de Alma Brasileira com o violão não para por aí. É bem provável que este choro de Gnattali tenha servido como inspiração para uma das composições mais famosas de Garoto, Gente Humilde. Basta comparar os compassos iniciais: a harmonia e as notas principais da melodia são praticamente as mesmas, compartilhando inclusive a mesma tonalidade. Garoto escreveu Gente Humilde por volta de 1945, ou seja, 15 anos após Alma Brasileira. Há ainda uma outra peça de Garoto que possui um elo com Alma Brasileira, o choro intitulado Radamés. Esta peça estava perdida até o final de 2020 quando, a partir de uma pista fornecida por Jorge Mello, a partitura foi descoberta por Luciano Lima na Coleção Baden Powell do Instituto Moreira Salles. Além do título, esta homenagem de Garoto ao seu amigo se manifesta através de outros detalhes como o fato de o manuscrito original (sem data de composição) ser para piano, instrumento de Gnattali, mas, principalmente, pelo início da segunda parte ser idêntico aos primeiros compassos de Alma Brasileira.

Em 1990, a editora alemã Chanterelle publicou um arranjo de Alma Brasileira para violão solo (número de catálogo 743). Não há menção à autoria, contendo somente a informação de que teve revisão e digitação de Raphael Rabello, o que é estranho porque, salvo pouquíssimas diferenças, o conteúdo musical e a digitação são os mesmos do arranjo de Yvonne. Além disso, a edição traz o ano de 1954 abaixo do nome do compositor, só que esta data não tem relação com o ano da composição e tampouco com o do arranjo. A Brazilliance publicou uma versão de Alma Brasileira para violão, mas um outro arranjo feito em 1989 pelo violonista Carlos Barbosa Lima (número de catálogo BP 57A).

Saudade

Ainda na década de 1940 temos notícia de Garoto tocando uma outra peça de Gnattali ao violão. Em dezembro de 1944, ano em que Gnattali compôs Serestas, encontramos a seguinte informação no diário de Garoto: “Vou à rádio para fazer às 19h10 meu primeiro programa em solos de violão. Solo Adelita, Abismo de Rosas e Saudades, choro de Radamés”. Trata-se do programa “GAROTO e os ‘clássicos do violão’”, apresentado às 19h25 na Rádio Nacional. Em 1946, Garoto anuncia novamente que vai apresentar Gnattali ao violão ao falar sobre o programa “Senhor Violão” no jornal A Noite.

Saudade é o terceiro movimento da suíte Música para Rádio, escrita para orquestra em 1941. Em dezembro de 2017, o Instituto Jacob do Bandolim disponibilizou no seu canal do YouTube uma série de gravações do acervo, dentre as quais a de Saudade

Existe uma gravação de Saudade feita por Garoto ao violão lançada comercialmente em 2006, no CD Garoto: Historical Guitar Recordings, juntamente com outras gravações pertencentes ao acervo do colecionador Ronoel Simões. Não há qualquer informação sobre a data ou o local. Laurindo Almeida gravou este choro nos Estados Unidos no seu disco Suenõs, lançado em 1951. Saudade também faz parte de outro disco de Laurindo, Impressões do Brasil (1957), mas trata-se da mesma gravação de 1951 que foi reaproveitada neste LP que inclui o Concertino nº 2 de Gnattali (versão para violão e piano), além de peças solo de Garoto e do próprio Laurindo. Em 1965, Laurindo publicou um arranjo de Saudade pela Brazilliance (número de catálogo BP 85, anterior à edição da Dança Brasileira). Anos mais tarde, em 1991, este arranjo foi reeditado pela editora alemã Chanterelle (número de catálogo 729).

Tocata em Ritmo de Samba nº 1

Escrita em 1950, esta é a peça que inaugura a extensa obra para violão solo de Radamés Gnattali. Em nenhum dos manuscritos há qualquer dedicatória, mas segundo o colecionador Ronoel Simões ela teria sido escrita para Garoto. Após 1981, ano da composição da segunda Tocata, foi acrescentado o “nº 1” ao título. O primeiro registro comercial foi feito por Laurindo Almeida, em 1953, no disco Laurindo Almeida Quartet featuring Bud Shank, entretanto, não com violão solo, mas em um arranjo para saxofone alto, violão, baixo acústico e percussão (Bud Shank, Laurindo Almeida, Harry Babasin e Roy Harte, respectivamente).

A gravação mais antiga para violão solo de que se tem conhecimento é de Garoto, um registro ao vivo que faz parte do acervo de Ronoel Simões. Tudo indica que tenha sido na ocasião de um concerto dedicado à música de Gnattali, na Rádio Gazeta, em São Paulo, no dia 22 de agosto de 1954. Anos depois Gnattali escreveu uma versão desta peça para dois violões, gravada pelo Duo Assad no disco Alma Brasileira, em 1988. Há ainda um arranjo para a Camerata Carioca (pandeiro, bandolim, cavaquinho, 2 violões e violão 7 cordas) datado de 1981. A versão original para violão solo foi publicada pela editora alemã Chanterelle, em 1990, que reúne em um único volume a Dança Brasileira e as Tocatas em Ritmo de Samba nº 1 e nº 2 sob o título 3 Concert Studies (número de catálogo 728).

Dança Brasileira

Escrita em 1958, foi dedicada a Laurindo Almeida que realizou a primeira gravação em seu LP intitulado Danzas, de 1959. Esta gravação traz algumas diferenças, mas que são variações sutis de desenhos rítmicos, pequenas alterações melódicas e outros detalhes de articulação que fazem parte do estilo de Laurindo. A primeira edição foi da Brazilliance (número de catálogo 86), Sherman Oaks, (sem ano de publicação). Em 1990, foi reeditada pela Chanterelle, que reúne em um único volume a Dança Brasileira e as Tocatas em Ritmo de Samba nº 1 e nº 2 sob o título de 3 Concert Studies (número de catálogo 728). Também consta no álbum The Complete Laurindo Almeida Anthology of Guitar Solos, publicado em 2001 pela Mey Bay. Esta coletânea inclui, além da Dança Brasileira, duas outras peças de Gnattali, Alma Brasileira e Saudade.

Dez Estudos

Os Dez Estudos foram escritos em 1967, mesmo ano do Concerto nº 4 para Violão e Orquestra de Cordas (publicado como Concerto à Brasileira pela Brazilliance). Cada Estudo é dedicado a um destacado violonista brasileiro da época: I – Turíbio Santos; II – Waltel Branco; III – Jodacil Damaceno; IV – Nelson Piló; V – Sérgio Abreu; VI – Geraldo Vespar; VII – Carlos Barbosa Lima; VIII – Darcy Villa Verde; IX – Eduardo Abreu e X – Aníbal Augusto Sardinha, “Garoto” (in memoriam). Dentre todos, Garoto era o único que já havia falecido e, em sua homenagem, Gnattali baseou o último Estudo deste ciclo no choro para violão solo Gracioso, de Garoto. Os Estudos foram publicados em 1968 pela Brazilliance (número de catálogo BP310) e, em 1988, reeditados pela Chanterelle (número de catálogo 727).

Conforme seu depoimento no livro Radamés Gnattali e o Violão de Concerto (2017), Luiz Otávio Braga foi o primeiro violonista a tocar os Dez Estudos na íntegra, inclusive realizando uma gravação não comercial em 1984. Considerando-os como peças isoladas, quem possivelmente apresentou um dos Estudos de Gnattali pela primeira vez foi o violonista Waltel Branco em um recital na Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro, no dia 9 de dezembro 1969. Em uma crítica deste recital publicada em O Jornal de 12 de dezembro de 1969, Titto Santos menciona a interpretação de Waltel do Estudo IV de Gnattali. Além disso, Waltel Branco foi também o primeiro a gravar, desta vez o Estudo II, dedicado a ele, no LP Recital de 1976.

Em 1986, Luiz Otávio Braga apresentou três dos Estudos em um concerto em homenagem aos 80 anos de Gnattali no Museu de Arte Moderna, no Rio de Janeiro. Em 1987, Raphael Rabello gravou três Estudos (I, V e VII) no disco Rafael Rabello Interpreta Radamés Gnattali. A primeira gravação comercial dos Dez Estudos na íntegra foi feita por Marcus Llerena, no disco Première, lançado em 1994.

Quando Radamés Gnattali compôs seus Estudos para violão, a intenção original era criar uma série com 20 peças, conforme anotado a lápis na capa do manuscrito: "Estudos para violão, de I a X, Rio 1967, de XI a XX, Rio..." (aqui há uma data apagada que parece ser o mesmo ano de 1967). No entanto, somente os dez primeiros foram concluídos e publicados e não havia qualquer indicação de que Gnattali tivesse dado sequência ao projeto.

Em 2018, o violonista Luciano Lima teve acesso a uma outra cópia do manuscrito dos Estudos através do violonista e pesquisador Gilson Antunes. Esta partitura continha sete páginas a mais que incluíam, além de esboços diversos, três novos Estudos incompletos (XI, XII e XIII). A partir deste material foi feita a edição de uma nova peça para violão, o Estudo sobre Três Fragmentos, estreado por Lima em maio de 2019. O processo de elaboração desta peça foi descrito e analisado em um artigo publicado pela Revista Opus, em 2021, em que também foram discutidos novos detalhes referentes a alguns dos Estudos conhecidos presentes nas páginas adicionais.

Tocata em Ritmo de Samba n.2

Após um hiato de 14 anos sem escrever para violão solo desde os Dez Estudos, Gnattali compôs a segunda Tocata em 1981, dedicando-a ao violonista Waltel Branco. No mesmo ano Gnattali escreveu uma versão para dois violões e, assim como a primeira Tocata, também um arranjo para a Camerata Carioca (pandeiro, bandolim, cavaquinho, 2 violões e violão 7 cordas). A primeira gravação da versão original para violão solo foi feita por Raphael Rabello no disco Rafael Rabello Interpreta Radamés Gnattali, de 1987. Até que fosse publicada nove anos mais tarde, só circulou na rede informal de cópias xerox do manuscrito. Foi editada pela Chanterelle, em 1990, que reúne em um único volume a Dança Brasileira e as Tocatas em Ritmo de Samba nº 1 e nº 2 sob o título de 3 Concert Studies (número de catálogo 728).

Brasiliana nº 13

Entre 1972 e 1996 o violonista Turíbio Santos organizou uma coleção de partituras para violão publicadas pela editora francesa Max Eschig. Ao longo deste período, além de revisões, transcrições e composições próprias, esta coleção contribuiu de maneira significativa para o repertório, fomentando a criação de novas obras para o instrumento, a partir de encomendas feitas por Turíbio a alguns de nossos principais compositores: Almeida Prado, Cláudio Santoro, Edino Krieger, Francisco Mignone, Marlos Nobre, Radamés Gnattali e Ricardo Tacuchian. Para Gnattali, Turíbio havia pedido uma composição alinhada ao seu estilo da época da Rádio Nacional, do Sexteto Radamés, e que trouxesse elementos da música popular urbana do Rio de Janeiro. Assim, surgiu em 1983 a Brasiliana nº 13 em três movimentos: Samba Bossa-Nova; Valsa; e Choro.

Esta é a última das Brasilianas de Gnattali, escrita 15 anos após a Brasiliana nº 12 para dois pianos e orquestra de cordas. Porém, um pouco antes, em 1981, Gnattali já havia vislumbrado o violão nesta série com um arranjo para dois violões da Brasiliana nº 8, originalmente escrita para dois pianos em 1956. Neste ciclo iniciado em 1944 com a Brasiliana nº 1 para orquestra, o compositor explorou uma diversidade de formações: bateria e piano solistas, orquestra de cordas e percussão popular; piano solo; piano e orquestra; saxofone tenor e orquestra; saxofone tenor e piano; dois pianos; violoncelo e orquestra de câmara. Com relação à forma, as Brasilianas não seguem uma mesma organização, sendo estruturadas como fantasias, suítes ou em forma concerto.

A Brasiliana nº 13 foi estreada por Turíbio Santos em fevereiro de 1984 no Wigmore Hall, em Londres. A primeira gravação foi feita pelo próprio Turíbio no disco Danses du Brésil, de 1985. Foi publicada em 1985 pela Max Eschig (número de catálogo M. E. 8549).

Pequena Suíte

Após 35 anos desde a primeira Tocata, esta é a peça que encerra a marcante produção de Gnattali para violão solo. De acordo com as informações do seu acervo, é possível até que esta Suíte seja sua última obra de concerto. Assim como a Brasiliana nº 13, também partiu de uma encomenda de Turíbio Santos para sua coleção na Max Eschig. Segundo o violonista, Gnattali havia indagado sobre lacunas no repertório e Turíbio comentou sobre a falta de composições com caráter nordestino para violão. Mais uma vez, o pedido foi atendido e a Pequena Suíte foi escrita em 1985, também em três movimentos: Pastoril (publicado como Pastoral); Toada; e Frevo. Foi estreada por Turíbio em março de 1987 na Salle Gaveau, em Paris, e por ele gravada no disco Brasileiríssimo, de 1989. A peça teve o título traduzido para o francês, Petite Suite, ao ser publicada em 1989 pela Max Eschig (número de catálogo M.E. 8676).

Concertos para violão e orquestra

Em 1950, Gnattali compôs o Concerto Carioca nº 1 para Piano, Violão Elétrico e Orquestra. Este concerto, dedicado a Laurindo Almeida, inclui na orquestração uma seção de saxes (2 altos, 2 tenores e 1 barítono) e, usando um termo do próprio compositor, uma “batucada” (6 tamborins, 2 reco-recos, 2 chocalhos, 1 pandeiro e 1 surdo) acrescida ao naipe de percussão sinfônica. Apesar de naquela época o termo “violão elétrico” se confundir com o que hoje é conhecido como “guitarra elétrica”, a escrita de Gnattali é indiscutivelmente violonística. Este concerto duplo vem a ser a primeira composição brasileira a integrar o violão em um contexto orquestral. O Concerto Carioca nº 1 foi estreado no dia 24 de agosto de 1953 no “II Festival da Música Brasileira”, organizado no Fluminense Football Club, no Rio de Janeiro, com o compositor ao piano, José Menezes no violão elétrico e a Orquestra da Rádio Nacional regida por Alberto Lazzoli. Esta obra foi gravada em 1965 pelos mesmos solistas, Gnattali e Menezes, mas com a Orquestra Sinfônica Continental regida por Henrique Morelenbaum.

O ano de 1951 foi emblemático para o violão brasileiro, pois neste ano Radamés Gnattali e Heitor Villa-Lobos escreveram seus concertos para violão. Ambas as partituras trazem a mesma inscrição: Rio, 1951. Gnattali dedicou o Concertino nº 1 para Violão e Orquestra ao violonista cubano Juan Antonio Mercadal e à Maria Teresa Terán (esposa do pianista espanhol Tomás Terán, para quem Ganttali escreveu seu Concertino nº 1 para Piano, Flauta e Orquestra de Cordas, em 1942. Considerando que o concerto de Villa-Lobos (originalmente intitulado Fantasia Concertante para Violão e Pequena Orquestra) só teve sua cadência adicionada anos mais tarde, podemos situar o Concertino nº 1 de Gnattali como o primeiro concerto brasileiro para violão. A estreia aconteceu no dia 31 de maio de 1953 no Rio de Janeiro, no Cine Teatro Rex, com Mercadal como solista e a Orquestra Sinfônica Brasileira dirigida por Eleazar de Carvalho. Foi nesta ocasião que pela primeira vez um violonista se apresentou junto à Orquestra Sinfônica Brasileira. A primeira gravação do Concertino nº 1 foi lançanda por Dilermando Reis, em 1970, sob a regência do compositor. 

O ano de 1953 é histórico por concentrar a estreia de três concertos para violão de Gnattali: o Concerto Carioca nº 1. e os Concertinos nº 1 e nº 2. Embora tenha sido escrito depois, o Concertino nº 2 tem a importância de ser o primeiro concerto brasileiro para violão apresentado ao público. Concluído em fevereiro de 1952, foi estreado logo em seguida, dois meses depois (um ano antes da estreia do Concertino nº 1).

A primeira audição do Concertino nº 2 aconteceu no dia 28 de maio de 1952 dentro da programação do “Festivais G.E.”, tendo Garoto como solista frente à Orquestra da Rádio Nacional. A regência ficou a cargo do maestro Léo Peracchi, colega de Gnattali na Rádio Nacional e responsável pelo programa. Em outubro do mesmo ano, o Concertino nº 2 foi executado novamente em sua redução para violão e piano durante o Festival Radamés. A estreia oficial, entretanto, foi no dia 31 de março de 1953, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com Garoto e a Orquestra do Theatro Municipal, sob a direção de Eleazar de Carvalho.

 O programa incluía somente obras brasileiras, aliás, de alguns de nossos maiores compositores: Concertino nº 2 (Radamés Gnattali), Choro para Violino e Orquestra (Camargo Guarnieri), Fantasia Brasileira n.1 (Francisco Mignone) e Momoprecoce para Piano e Orquestra (Heitor Villa-Lobos). Os solistas foram Garoto, Mariuccia Iacovino e Arnaldo Estrella, respectivamente. Esta apresentação, exatamente dois meses antes da estreia do Concertino nº 1, marcou também a primeira vez que um violonista brasileiro tocou com orquestra no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. 

A primeira gravação do Concertino nº 2 foi feita nos Estados Unidos por Laurindo Almeida no disco Impressões do Brasil (1957), mas executando a redução para violão e piano com Ray Turner. Já a versão original com orquestra foi lançada somente em 2017, mais de 60 anos após sua composição, em um CD da Brilliant Classics com os quatro concertos de Gnattali para violão solo, tendo o violonista italiano Marco Salcito como solista junto à Orquestra Sinfônica Abruzzese sob a regência de Marcello Buffalini. No acervo de Ronoel Simões, existem dois registros não comerciais de Garoto executando o Concertino nº 2: um com Gnattali ao piano (sem data) e outro com a Orquestra Sinfônica da Rádio Gazeta (durante uma apresentação realizada em São Paulo no dia 22 de agosto de 1954).

Em 1956, Gnattali compôs seu terceiro concerto para violão solo. Originalmente intitulado Concertino nº 3 para Violão e Orquestra de Cordas, com Flauta, Tímpanos e Bells, foi dedicado a José Menezes e publicado pela Brazilliance como Concerto de Copacabana. Este é praticamente um concerto duplo em que a flauta divide o papel de solista com o violão. Também, a orquestração difere por ser mais transparente e equilibrada em comparação aos concertos anteriores nos quais uma orquestra mais densa é exigida. A primeira gravação foi feita por José Menezes, em 1962, com a Orquestra de Câmara da Rádio MEC dirigida por Mário Tavares. Poucos anos depois, em 1965, Laurindo Almeida lançou uma gravação deste concerto com a Orquestra Brasileira de Câmara dirigida pelo compositor. Há também uma versão para dois violões que foi apresentada pelo Duo Assad na ocasião em que Gnattali recebeu o Prêmio Shell para a Música Brasileira, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em 1983.

O quarto e último concerto para violão solo de Gnattali foi composto em 1967 para Laurindo Almeida. Assim como o Concertino nº 3, foi publicado pela Brazilliance com um título diferente, Concerto à Brasileira. Foi estreado por Laurindo no dia 6 de junho de 1971, em Los Angeles, Estados Unidos.

Vale observar que ao longo dos anos a orquestração dos concertos para violão de Gnattali ficou cada vez mais concisa. Comparando os quatro concertos, observa-se uma inclinação a formações de câmara mais enxutas: desde a orquestração mais complexa dos dois primeiros concertos, o terceiro situa-se como que uma transição para o formato com orquestra de cordas do quarto concerto. A primeira gravação foi feita por Laurindo Almeida, em 1980, com a Orquestra de Câmara de Los Angeles, dirigida por Elmer Ramsey. 

Em 1970, Gnattali começou a escrever seu último concerto original para violão, mas desta vez para duo: Concerto para Dois Violões, Oboé e Orquestra de Cordas (originalmente intitulado Concerto para 2 Guitarras – com oboé e orquestra de cordas). Concluído em 1974, este concerto foi dedicado a Sérgio e Odair Assad e por eles apresentado na Sala Cecília Meireles em maio de 1976, com a Orquestra Sinfônica Brasileira sob a regência de Roberto Schnorremberg. Foi gravado no ano seguinte pelo Duo Assad no LP Latino América para Duas Guitarras, com a Orquestra Armorial sob a direção de Cussy de Almeida.

CONFIRA O CATÁLOGO DE OBRAS DE RADAMÉS GNATTALI PARA E COM VIOLÃO

Teses e dissertações sobre Radamés Gnattali e o violão

ARMADA JUNIOR, Ubirajara Pires. Os Dez Estudos para violão de Radamés Gnattali: uma análise (Dissertação de Mestrado). USP, São Paulo, 2006.

CAVALCANTI, Jairo José Botelho; DUPRAT, Régis. Radamés Gnattali e o Violão (Dissertação de Mestrado). USP, São Paulo, 2002.

CORREA, Márcio Guedes. Concerto Carioca nº 1 de Radamés Gnattali: a utilização da guitarra elétrica como solista (Dissertação de Mestrado). UNESP, São Paulo, 2007.

COUTINHO, Antonino José. Retratos para Três Violões, de Radamés Gnattali: um arranjo a ser (re)construído. (Dissertação de Mestrado). USP, São Paulo, 2010.

FARIA, Celso Silveira. A Collection Turíbio Santos: o intérprete/editor e o desafio na construção de novo repertório brasileiro para violão (Dissertação de Mestrado). UFMG, Belo Horizonte, 2012.

FIALHO, Willbert Yvan Barbosa. Processos de Digitação e Dedilhado na Dansa Brasileira de Radamés Gnattali (Dissertação de Mestrado). UFBA, Salvador, 2018.

LIMA, Luciano Chagas. Radamés Gnattali: the four concertos for solo guitar and orchestra (Tese de Doutorado). Université de Montréal, Montréal, 2007.

LOBO, Eduardo Fernando de Almeida. O violão elétrico no Concerto Carioca n.º 1 de Radamés Gnattali: estudo histórico, analítico e estilístico visando a interpretação (Tese de Doutorado). UNICAMP, Campinas, 2018.

MATOS, Robson Barreto. Brasiliana N°13 de Radamés Gnattali: uma abordagem técnica e interpretativa (Dissertação de Mestrado). UFBA, Salvador, 1999.

MELO, Raíssa Anastácia de Souza. A Sonatina para Flauta e Violão de Radamés Gnattali: estudo de aspectos estruturais e interpretativos do primeiro movimento (Dissertação de Mestrado). UFMG, Belo Horizonte, 2007.

MENDONÇA, Gustavo da Silva Furtado de. A Guitarra Elétrica e o Violão: o idiomatismo na música de concerto de Radamés Gnattali (Dissertação de Mestrado). UNIRIO, Rio de Janeiro, 2006.

OLIVEIRA, Ledice Fernandes de. Radamés Gnattali e o Violão: relação entre campos de produção na música brasileira (Dissertação de Mestrado). UFRJ, Rio de Janeiro, 1999.

OLIVEIRA, Rodrigo Carvalho de. Estudos para Violão de Villa-Lobos, Mignone e Gnattali: o idiomatismo revisitado (Dissertação de Mestrado). UFG, Goiânia, 2006.

RODRIGUES, Fernando Augusto. Obras Brasileiras Da Coleção Turíbio Santos: processo de elaboração de uma edição crítica (Tese de Doutorado). UNICAMP, Campinas, 2018.

SILVA, Valdemar Alves. Três Estudos de Concerto para Violão de Radamés Gnattali: peculiaridades estilísticas e suas implicações com processos de circularidade cultural (Dissertação de Mestrado). UFG, Goiânia, 2014.

VASCONCELOS, Heder Dias Jordão de. A Dedicatória como Fonte de Idiomatismo nos Concertos para Violão e Orquestra de Radamés Gnattali (Tese de Doutorado). Universidade de Aveiro, Aveiro, 2020.

WIESE FILHO, Bartolomeu. Radamés Gnattali e sua Obra para Violão (Dissertação de Mestrado). UFRJ, Rio de Janeiro, 1995.

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