Linha do tempo

Aqui você encontra um panorama da história do violão no país, desde o tempo da colonização, passando pelo período do império, a Belle Epoque, os estilos da Era do Rádio, o Brasil moderno da bossa nova, o surgimento da MPB, o revigoramento do choro na década de 1970, a chegada do violão nas universidades brasileiras a partir dos anos 80, até o momento atual. O levantamento inédito é fruto da consulta dos mais antigos jornais e revistas e de entrevistas com familiares dos artistas.

1906

JANEIRO
Dia 20: a Estudantina do Grêmio Lusitano, sob a regência de Alfredo José de Souza Imenes, faz concerto no Rio de Janeiro. O regente fez duo de violões com Domingos de Castro na execução de Tarantella, de Louis Emma e Chanson du Bom Vieux Temps, de George Bachmann.

MARÇO
Dia 25: ocorre concerto no Theatro São Pedro de Alcântara, no Rio, em benefício das vítimas da enchente de Campos (interior do Estado do Rio). Entre os músicos que se apresentaram estavam a Maestrina Ramos (filha do violonista Cândido Ramos), Januária Brandão (no bandolim), Angelina Passos (harpa), Eurico Costa (violoncelo), Rodolfo Medeiros(oboé), João Ignácio (saxofone), José Feliciano de Araújo (flauta),Carlos de Abreu (piano), e um quarteto de violões, bandolim e alaúde, formado por Joana Brandão, Ernani de Figueiredo, Martiniano Brandão e Alfredo José de Souza Imenes, que interpretou uma peça de Giaccomo Fiacco. Em solo de violão, Ernani de Figueiredo executou Enchanteresse, fantasia de concerto de  autoria dele.

ABRIL
Dia 16: inaugura-se o salão do Grêmio Lusitano, no Rio, com um concerto executado pela escola de música, sob a regência do professor Alfredo José de Souza Imenes.  Em duo de violão, com Domingos de Castro,  apresentou a Fantasia Espanhola, de Louis Emma.

AGOSTO
Dia 13: o maestro Ernani Figueiredo participa de um concerto realizado no Conservatório Livre de Música, no Rio,  organizado por Levino Albano da Conceição, então aluno do Instituto Benjamin Constant, e pelo professor Luiz Margutti. Esse duo executou Ave Maria, de Bach/Gounod, com arranjo de Quincas Laranjeiras (que também participou do evento) e Tarantella.