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Festival no interior de Minas reúne Eduardo Isaac, Thiago Colombo e Duo ReisBarbeitas

Postado em Festivais em 07/11/2016

Eduardo Isaac

O recital do Duo ReisBarbeitas, formado pelo violonista Flavio Barbeitas e pela pianista Carla Reis abre nesta sexta-feira (11) a segunda edição do Festival de Violões José Lucena Vaz de Ouro Branco, no interior de Minas Gerais, com programação artística e pedagógica até domingo (13), que inclui apresentações do gaúcho Thiago Colombo e do argentino Eduardo Isaac. Todos os concertos serão realizados na sala Ouro Preto do Hotel Verdes Mares, sempre às 20h.

O duo vai interpretar três peças de Villa-Lobos (Choros nº 1,  Valsa-choro e Prelúdio no 2), e as Rememórias, de Malos Nobre, formada por Embolada, Cantilena, e Caboclinhos. Flávio e Carla também vão apresentar Serenade op. 50 (Malcolm Arnold),  Miniaturas (Roberto Victório), Valsa (Hudson Lacerda) e a Fantasia op. 145  (Allegretto - Vivacissimo) (Tedesco). Além de divulgar o repertório camerístico geral para violão e piano, o Duo ReisBarbeitas promove confluências histórico-estilísticas desses dois instrumentos.

Já no sábado (12) quem sobe ao palco é Thiago Colombo, cuja maior parte do repertório é de sua autoria, a exemplo de El Abuelo, Requiem For a MinC, La Toqueteada, One For Helen(a), Pro Santinho, La Sencillita, La Inconsecuente e Noturno.  O violonista também fez arranjos especiais para É D'Oxum (G. Santana), Tristeza do Jeca (A. Oliveira) e Lamento Sertanejo (Dominguinhos e Gilberto Gil).  E interpreta ainda o Prelúdio – Bachianas Nº 4 (Villa-Lobos), La Chucara (Lucio Yanel) e Otoño Porteño (Piazzolla).

Thiago Colombo

Professor do Centro de Artes da Universidade Federal de Pelotas, Thiago  Colombo é Bacharel e mestre em música pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Atualmente desenvolve o projeto doutoral de pesquisa artística intitulado Violão e Mestiçagem na América Latina: Performance Musical e Identidades Culturais,  na Universidade Federal da Bahia.  O violonista prepara para 2017 o lançamento de seu terceiro álbum, Latin Guitar Connections, gravado na Bath Spa University, em Bath (Inglaterra).

No encerramento do projeto, no domingo (13), o argentino Eduardo Isaac faz concerto, começando pelos três movimentos da Fantasia V (Georg Ph. Telemann), seguido pelas cinco peças da Suite Antiguas Danzas Españolas (Gaspar Sanz / Abel Carlevaro), além de Platero y Yo, Opus 190 (Tedesco) e Milonga (Domingo Oyarzún). No final, Isaac executa quatro peças de Radamés Gnattali (Toada, Frevo, Valsa e Toccata em Ritmo de Samba). E conclui o concerto com tangos, valsas e milongas argentinas: Balada para um organito loco   (Astor Piazzola), Volver (Carlos Gardel) e Danzarín (Julián Plaza)

Segundo o jornal Público, de Portugal, Eduardo Isaac é “uma das grandes personalidades mundiais do violão”. Já foi premiado em importantes concursos internacionais como o “Infanta Cristina” (Madrid), o “Andrés Segovia” (Palma de Mallorca) e o “Rainha Fabiola” (Namur). Atualmente, leciona em reconhecidas universidades da Argentina e realiza masterclasses em diversos países, como Estados Unidos e Brasil. Compositores de diferentes países dedicam a Isaac concertos e obras para violão solo, enquanto seus arranjos e transcrições exploram novas linguagens na estética do instrumento.

Master classes

O festival  novamente homenageia o violonista e professor mineiro José Lucena Vaz.  “Essa edição é a continuidade do trabalho do ano passado. Lucena Vaz muito contribuiu com o ensino do violão no nosso país e em Ouro Branco, onde deu master class e influenciou os alunos da cidade”, explica Leonardo Amorim, diretor do evento. Para ele, a ideia agora é fazer uma espécie de fechamento do ciclo de atividades que englobam o ensino do violão na cidade, mais precisamente dos alunos de violão da Casa de Música de Ouro Branco, referência na região.

Além disso, os alunos de violão de Casa de Música de Ouro Branco – com idade entre 10 e 17 anos - e inscritos de outras cidades terão a chance de participar de masterclasses com Thiago Colombo e Eduardo Isaac. “É uma oportunidade única de conviver de perto com violonistas com carreira internacional consolidada, mas que são também professores e podem contribuir com a formação e, talvez, até com a escolha futura de uma profissão”, conta Amorim.

Duo ReisBarbeitas